15 de setembro de 2011

A Dona da Historia.


Tô aqui lendo meu diário, e dando risadas alto.

É incrivel acompanhar os acontecimentos e ver que eles resultaram em coisas que eu sequer imaginava quando escrevi.

As partes mais engraçadas são, claro, as que eu estou falando dos amores. Rio de mim mesma quando leio os "eu tô tranquila, vou com calma" e sei que eu pulei de cabeça no abismo e na época, eu nao sabia.

É sempre assim. A história começa com "não vou me apaixonar assim tão rápido" e, paginas depois vem um "o amor acabou, mas eu to bem". Lá na frente, "será que isso nao vai passar nunca?".

Uma hora sái umas coisas que eu nao lembro mais do que to falando. "Conversei com * e pelo que me pareceu ele também achou aquela sexta feira estranha". Eu nao faço a menor ideia de que sexta-feira foi essa!

Fica visível o quanto eu minto pra mim mesma. Mudo de ideia. E reluto sob os mesmos amores.

E as inumeráveis  "perdi a conta de quantas vezes repeti pra mim mesma que era  'bola pra frente', que nao me importava, que estava 'de boa'."

Fico feliz ao ver que tudo passa. Um A* passou, depois que um B* apareceu, e este foi subtituido por um C*, e a dor de nao ter dado certo com ele se curou com o  D*, que por agora, é o personagem da vez.

É engraçado como eu volto a sentir um carinho por alguns deles, lendo as coisas que eu disse sobre eles. Antes dos "ele é um total babaca", claro.... rs!

"Ontem a noite ele me mandou uma mensagem toda bonitinha dizendo, entre outras coisas, que me ligava hoje pra podermos fazer alguma coisa. Só que ja estava tarde e eu achei melhor não fazer nada. Ai ele disse um "ah.." tão despistado! que gracinha!!!"

"Depois desse capitulo desastroso com o * totalmente bizarro, eu sosseguei." Nessa eu rí. Há de convir que "capitulo desastroso com o * totalmente bizarro" é uma otima frase!

"Lá pelas tantas o * me passa o celular. 'Pode parecer estranho, mas essa foi a unica forma que eu achei pra te dizer que eu nao queria deixar essa noite passar em branco (...) Mas eu queria  dizer que eu te achei muito linda'. (...) Vendo ele pegar o cachorro e devolver pra mae quando chegamos de volta à casa dele no domingo eu seria capaz de responder 'vc tb'."

" 'Ai menina
pessoa complicada  desconfiada
que voce é'
Ele me disse. Essa foi  uma conversa bem estranha. * estava todo manhoso, todo dengoso. Diz ele que é por causa da gripe. Pode ser. Ele devia ficar gripado mais vezes. Fica bem mais simpático"

E a minha preferida:

"- Uai, o que a vida me oferece, eu pego. Quer dizer, nem tudo, tem coisas que eu nao pegaria [ e nessa hora eu estava mesmo pensando no *. (...) ] 
E a frase seguinte me desconsertou totalmente desse pensamento, porque, alem de tudo, eu jamais esperava por isso.
- Então, eu me ofereço pra vida."

Sabe qual a impressao que eu tenho lendo essas coisas todas? É que a vida da gente é mesmo fantástica. Me lembra um poema.

"E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
(Vinicius de Morais)

3 comentários:

Nathi disse...

Muito do que eu estava precisando de ler aí...

Ana disse...

Tem umas coisas que realmente precisam ser escritas. Esse texto é uma delas, tudo passa, mas nem tudo vai embora. Lindo, lindo!

Sandro Ataliba disse...

Nessas horas vemos como somos pessoas totalmente diferentes no decorrer da vida, a ponto de às vezes não nos reconhecermos. rs

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