4 de dezembro de 2011

Te perdôo

...
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz

Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais

Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim

Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim

Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti

Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)

Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí

Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair



Já faz um tempo eu andei pelas ruas da cidade à noite, sozinha, pensando se era possivel estar ao lado dele depois de tanta decepçao. Será que são as decepçoes que marcam o fim de uma relaçao? Será que as pessoas se decepcionam desse jeito, à esse ponto, mas, de alguma forma, resolvem continuar juntas?

Mas o que é isso, meu deus, que torna uma decepçao suportavel ? 

Ontem, a resposta veio, como sempre veem, do nada. 

"Quando a gente é nova, a gente sempre acha que nao vai aceitar muitas coisas. Depois vê que nao é assim. A gente aprende a perdoar."

Perdão... como eu nao tinha pensado nisso?.

Perdoar o outro, e, mais dificil, perdoar a sí mesmo.




(Mas será que, se um dia, eu tiver a oportunidade de ficar com ele de novo, eu vou decidir perdoar?A ele e a mim?...)

1 comentários:

Sandro Ataliba disse...

O problema é que o perdão verdadeiro, aquele que zera a lista, que apaga os restos, que reinicia o sistema, é praticamente inalcançável.